O ator e cantor Arthur Aguiar deixou, na última quarta-feira (7/10), um apartamento de alto padrão em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, após ser alvo de uma ação de despejo movida pela locadora do imóvel. O caso, motivado por uma dívida que passa de R$ 166 mil em aluguéis atrasados, reacende um tema recorrente no mundo das celebridades: disputas judiciais envolvendo imóveis de luxo.
O caso Arthur Aguiar
O campeão do BBB 22 acumulou mais de três meses de inadimplência em um apartamento cujo aluguel mensal era estimado em R$ 60 mil, com contrato que se estenderia até novembro de 2027. No início do mês passado, a proprietária recorreu à Justiça pedindo a desocupação em 15 dias e a quitação do débito, já com juros incluídos. A defesa do ator contestou parte dos valores cobrados e apontou falhas da locadora, como uma infestação de baratas no imóvel e a interrupção de serviços previstos em contrato. Mesmo assim, optou por deixar o apartamento antes de uma decisão judicial mais dura.
Luciana Gimenez e o fim de contrato
Diferentemente do caso de Arthur Aguiar, a situação de Luciana Gimenez não envolve inadimplência. A apresentadora mora desde 2020 em uma cobertura no Parque Cidade Jardim, em São Paulo, e o processo de despejo começou após o fim do contrato, previsto para julho deste ano, quando os proprietários optaram por não renovar a locação. Como vive no local com o filho menor de idade, Luciana recebeu prazo para deixar o imóvel, mas sua defesa argumenta que o último aditivo contratual configuraria uma nova locação, à luz da Lei do Inquilinato - o que poderia alterar os prazos e condições da desocupação. O processo segue em andamento.
Beyoncé, Jay-Z e outros nomes internacionais
Situações do tipo não se restringem ao Brasil. Em 2015, Beyoncé e Jay-Z precisaram deixar uma mansão de 1.500 m² em Holmby Hills, bairro nobre de Los Angeles, depois que os proprietários decidiram vender o imóvel e recusaram uma contraproposta do casal. O aluguel mensal era de US$ 150 mil, e a família recebeu 60 dias para desocupar a residência. Já Nicolas Cage, um dos nomes mais conhecidos de Hollywood, perdeu duas mansões em Nova Orleans em 2009, leiloadas por cerca de US$ 6,8 milhões após o ator acumular dívidas de hipoteca superiores a US$ 5,5 milhões, além de débitos com a prefeitura local.
Belo, Gracyanne Barbosa e o caso Mc Guimê e Lexa
No Brasil, o cantor Belo enfrentou mais de uma ação de despejo. Em 2022, ele e Gracyanne Barbosa deixaram uma mansão em Moema, em São Paulo, após atrasos no pagamento de aluguéis e IPTU, com dívida que superava R$ 400 mil - valor contestado pela defesa do ex-casal. Antes disso, em 2017, Belo já havia desocupado de madrugada uma casa no Jardim Paulista para evitar exposição pública, quando a cobrança judicial passava de R$ 200 mil. Outro episódio recente envolveu Mc Guimê, que em 2016 adquiriu uma mansão de 480 m² em Alphaville avaliada em R$ 5 milhões. Em 2023, a antiga proprietária moveu ação cobrando R$ 3 milhões, somando parcelas em aberto, aluguéis acumulados e débitos de IPTU. Lexa, à época casada com o cantor em regime de comunhão de bens, também foi incluída na cobrança, algo que classificou publicamente como consequência de um contrato que não reconhecia como justo.
Os casos mostram que, independentemente do patrimônio acumulado, questões contratuais mal resolvidas podem gerar disputas judiciais prolongadas - e expor famosos a desgastes que vão muito além da esfera financeira.